Gang do Limão
.

Este Fórum é dedicado a todos aqueles que gostam de motas e principalmente de convívio. Todos são bem vindos!!!

Para acesso TOTAL ao fórum tens de efectuar um registo.

Entra e diverte-te por cá !!!!


Gang do Limão

Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por k u p em Sex 05 Nov 2010, 10:27

Os sete pecados mortais da condução em auto-estrada:





Há uma interessante corrente em Portugal que, com maior ou menor
convicção, nega o conceito de “excesso de velocidade” e que a velocidade
constitua causa de acidentes. A velocidade não passaria de um “bode expiatório” e os acidentes teriam sempre uma outra causa.
Como estas pessoas não conseguem, para muitas situações concretas,
identificar essa “outra causa” [por exemplo, alguém que tentou fazer uma
curva apertada a 100 km/h e se despistou
], nesses casos invocam,
genericamente, a “falta de destreza” ou a “aselhice”. O que corresponde bem ao mito, enraizado em muitas mentes, de que “o importante não é a velocidade: é saber conduzir bem”.

A avaliar pelo que todos os dias podemos observar nas auto-estradas
portuguesas, esta corrente tem numerosos seguidores no nosso país. A
própria revista editada mensalmente pelo Automóvel Clube de Portugal de vez em quando adere mais ou menos a esta ideia de que o excesso de velocidade é apenas um “bode expiatório”, associando-se os radares de controlo de velocidade e a punição do excesso de velocidade a uma simples “caça à multa” (a “caça à multa” é outra expressão favorita destas pessoas para quem a velocidade é perfeitamente “inofensiva”).

Fotografia de cima: tirada por alguém que declaradamente conduzia à velocidade
mostrada no velocímetro (235 km/h) numa auto-estrada portuguesa (imagem
encontrada num "fórum" na internet).

Estas pessoas não têm verdadeira noção daquilo que dizem (ou continuam a tentar enganar-se a
si próprias). E há uma quantidade enorme de gente que acredita nesta
conversa – sobretudo pessoas que, habituadas a conduzir em excesso de
velocidade, se gabam de nunca terem tido um acidente: para elas,
conduzir a velocidades mais elevadas tem-se traduzido apenas numa
“vantagem” (o ganho de tempo, a adrenalina, etc.), sem nunca terem
verdadeiramente sentido o inconveniente – um acidente grave, com
consequências graves. Quando um dia o acidente grave acontece [os
acidentes graves têm acontecido mesmo, não são uma ficçã o estatística!],
muitas delas mudam rapidamente de perspetiva. Mas, infelizmente, em
muitos casos já terão estragado irreversivelmente as suas vidas. E/ou as
de outros.

Estas ideias muito pouco luminosas estão tão
disseminadas que não andaremos muito longe da verdade se dissermos que o
excesso de velocidade em Portugal constitui a regra e não uma excepção.
Todos nós conhecemos quem conduza por sistema em excesso de velocidade,
entre familiares, colegas, amigos ou simples conhecidos. Provavelmente,
muitos dos leitores deste artigo também o fazem. A generalização deste
tipo de conduta tem um efeito de bola de neve. A situação chegou a um
ponto tal que muita gente se interrogará: “mas será possível haver tantas pessoas erradas?”.

Tecnicamente, costumam-se distinguir, a este respeito, dois conceitos: o “excesso de velocidade” e a �€ œvelocidade excessiva”:
[nota: neste artigo vamos falar de excesso de velocidade ou de velocidade excessiva sem ter em conta esta subdivisão]

- o “excesso de velocidade
ocorre quando são ultrapassados os limites máximos de velocidade: se em
determinado troço de auto-estrada o limite é de 100 km/h, está em
excesso de velocidade quem circula a velocidade superior a essa;

- a “velocidade excessiva”
decorre da regra fundamental prevista no artigo 24.º do Código da
Estrada de acordo com a qual «o condutor deve regular a velocidade de
modo que, atendendo às características e estado da via e do veículo, à carga transportada, às condições meteorológicas ou ambientais, à intensidade do trânsito e a quaisquer outras circunstâncias relevantes, possa, em condições de segurança , executar as manobras cuja necessidade seja de prever e, especialmente, fazer parar o veículo no espaço livre e visível à sua frente». Por outras palavras, o
limite máximo pode ser de 120 km/h, mas as circunstâncias (ex. muito
movimento, menor visibilidade numa curva, piso em pior estado, etc.)
impõem frequentemente uma condução a uma velocidade bem mais baixa.

Se o primeiro destes dois tipos de “velocidade excessiva” já se verifica
abundantemente nas nossas auto-estradas, a regra fundamental do artigo
24.º é sistematicamente ignorada por grande parte dos condutores, embora seja ainda mais importante do que aquele. Não é coincidência o facto de apenas o primeiro ser efectivamente fiscalizado com regularidade pelas polícias.

[Muito deficientemente fiscalizado, aliás: estudos comparativos envolvendo
mais de 20 países da Europa têm concluído que Portugal é o país onde
menos condutores são multados por excesso de velocidade]

Por todo o mundo, os melhores especialistas têm realizado profundos estudos
sobre este tema, e em todos a conclusão é inequívoca: quanto maior a
velocidade de circulação, maior é o risco de acidente. Reconstituições de acidentes têm permitido concluir que a velocidade constitui o principal factor que contribui para os acidentes com mortos ou feridos graves. Esse tipo de estudos tem sido realizado também em Portugal, nomeadamente pelo Núcleo de Investigação de Acidentes Rodoviários do Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico, que se dedica à reconstituição de acidentes de viação ocorridos no
território nacional (através da qual é possível determinar a velocidade a
que se deslocavam os veículos envolvidos).

Hoje, só por indesculpável ignorância se pode desvalorizar a velocidade excessiva.
Está amplamente demonstrada a relação direita entre a velocidade e a
sinistralidade grave.




Este gráfico, incluído num dos inúmeros estudos até hoje publicados, mostra como aumentar em apenas 5% a velocidade média de circulação (por exemplo, de 120 km/h para 126 km/h) conduz a um aumento de 10% nos acidentes com vítimas e a um aumento de 20% nos acidentes mortais.
Os impactos da redução da velocidade são idênticos: por cada 5% de
redução da velocidade ocorre uma diminuição de 20% dos acidentes mortais
e de 10% dos acidentes com vítimas. A velocidade excessiva pode chegar a
ser mais perigosa do que a condução sob o efeito do álcool.

Será mesmo preciso um acidente grave para que cada um de nós deixe finalmente de ignorar esta realidade?

Não se iluda se acha que tem um automóvel melhor e mais seguro e que pode, por isso, conduzir a uma velocidade mais elevada. De acordo com os estudos realizados, um ligeiro aumento de velocidade é suficiente para anular, por exemplo, a vantagem de se possuir um veículo
com um melhor sistema de travagem. Pode-se espantar se lhe dissermos que um modesto Fiat Uno a circular a 120 km/h precisa de uma menor distância para travar do que um topo de gama Ferrari Enzo a circular a 150 km/h: mas é a mais pura das verdades.

Muita gente relaciona unicamente a velocidade com o tipo de via onde circula,
concluindo, por exemplo, que numa auto-estrada é perfeitamente possível
conduzir em total segurança a 140 km/h.

Mas há muitas razões para não conduzirmos em excesso de velocidade – e o traçado da via é,
precisamente, uma delas. Seleccionámos dez:


1 – IMPACTO EM CASO DE ACIDENTE

Toda a gente entende (ou devia entender) que quanto maior é a velocidade de circulação de um veículo, tendencialmente mais gravosas são as consequências de um acidente
- não é necessário fazermos capotar ou atirar um veículo contra outro
veículo a 70 km/h e a 140 km/h para percebermos a diferença. A diferença
pode ser entre sobreviver a um acidente ileso ou morrer ou ser-se
atirado para uma cadeira de rodas para o resto da vida.

É um erro pensarmos apenas na eventualidade de nós próprios causarmos um acidente
(coisa que temos sempre tendência para desvalorizar, apesar de não
sermos infalíveis). Se se deparar de repente com um acidente a acontecer
na auto-estrada onde conduz, a velocidade a que estiver a circular vai
ser determinante para o resto da sua vida...


2 - TRAÇADO / VISIBILIDADE

As auto-estradas em Portugal não foram concebidas para a circulação a alta
velocidade. A uma velocidade de 160 km/h, o condutor precisa entre 180 e
216 metros de visibilidade à sua frente (se o piso estiver seco, porque
com piso molhado a distância é muito maior). A uma velocidade de 140 km/h, precisa entre 144 e 175 metros de visibilidade. Há muitos locais nas nossas auto-estradas onde essa visibilidade não existe
– designadamente, em muitas curvas e em lombas. Em muitos desses
locais, mesmo a velocidade de 120 km/h é claramente excessiva.



Se circular a 140 km/h, percorrerá 40 metros por segundo (e precisa entre
143 e 174 metros para parar em caso de emergência, com piso bom e seco).
O que haverá ali a seguir à curva, na via da direita?...




Esta fotografia foi tirada a partir da faixa da direita e, por isso, dá uma
imagem muito pálida da fraca visibilidade que tem um veículo que circule
na via da esquerda. A curva não tem muita visibilidade e, para
agravar, os pinos colocados no separador central impedem qualquer
visibilidade para depois dela. Resultado: não sabemos o que vamos
encontrar a seguir à curva. Conduzir nestas circunstâncias a 160 km/h, a
140 km/h ou mesmo a 120 km/h não é apenas proibido (artigo 24.º do
Código da Estrada): é condução perigosa.
I

Situação semelhante à da imagem anterior (mais uma vez, a fotografia é tirada a
partir da via da esquerda, parecendo que a visibilidade é maior do que
realmente é para quem circula na via da esquerda).
I



Um caso de lomba + curva, com visibilidade reduzida para grandes velocidades.
I

Haverá algum problema a seguir a esta curva?...
I
Estas situações são tudo menos raras nas nossas auto-estradas. Mas grande
parte dos condutores passam por elas a conduzir exactamente à mesma
velocidade...




3 – LIMITE MÍNIMO DE VELOCIDADE

O limite mínimo de velocidade nas auto-estradas é de 50 km/h. Podendo
haver veículos a circular a 50 km/h numa auto-estrada é, no mínimo,
grosseiramente negligente conduzir em excesso de velocidade. Um veículo circulando a 140 km/h ou a 160 km/h é um autêntico míssil para um carro a circular a 50 km/h.


4 - CAMPO DE VISÃO

O campo de visão diminui assustadoramente à medida que a velocidade aumenta.
A 80 km/h, o campo de visão do condutor é de 60º; a 100 km/h, desce
para 46º; a 120 km/h, é de apenas 35º; a 140 km/h, baixa para 27º; a 160
km/h, é de 20º; e a 180 km/h diminui para uns incríveis 15º.



Naturalmente, com a diminuição do campo de visão, baixa significativamente a capacidade de percepção do perigo.


5 - AUMENTO CONSIDERÁVEL DO RISCO DE ERRO

Quanto maior é a velocidade de circulação, maior número de informações o
cérebro recebe e muito mais difícil se torna processar todos os dados
recebidos. O risco de um erro aumenta muito consideravelmente.


6 – FADIGA

Muitos condutores alegam que conduzir a um máximo de 120 km/h causa sonolência
e aumenta, por conseguinte, o perigo de acidente. Mas, como se disse na
parte anterior deste artigo, quanto maior é a velocidade de
circulação, maior é a fadiga causada ao condutor, com todas as
implicações já referidas (diminuição de atenção, muito maior risco de < br />erro, aumento do tempo de reacção ao perigo, sonolência, etc.), sendo o cansaço equiparável à condução sob o efeito do álcool.

Quanto aos condutores que afirmam não poder conduzir a menos de 120 km/h por "ficarem com sono", manifestamente não têm aptidão para conduzir em auto-estrada. Confirmando-se essa falta de aptidão, a única solução é ser-lhes judicialmente retirada a carta de condução.

[Curiosamente, esses mesmos condutores, quando conduzem noutros países da Europa,
parecem já não ter o mesmo “problema”, cumprindo religiosamente os
limites de velocidade: é o “milagre” da fiscalização policial]


7 - DISTÂNCIA DE PARAGEM

Muitos condutores não têm a noção do espaço e do tempo que precisam para parar o carro em caso de
necessidade súbita (nomeadamente, aparecimento de um obstáculo, como por
exemplo um carro sinistrado). A velocidades mais elevadas, estamos a
falar de distâncias e de períodos de tempo consideráveis.

Por bons reflexos que tenha, antes de conseguir pôr o pé no travão
decorrerão, em condições normais, um a dois segundos (ou bastante mais,
se estiver desatento, ou cansado, etc.). É inevitável. É o chamado “tempo de reacção”. Significa que se conduzir, por exemplo, a 140 km/h, entre o momento em que se apercebe do perigo e o momento em
que coloca o pé no travão, o carro avança, em regra, entre 47 e 78
metros...

Ao tempo de reacção acresce a travagem. E desde o
momento em que coloca o pé no travão, a velocidade a que circula é,
obviamente, determinante do tempo e do espaço que o veículo carece para
parar. Tudo somado, as distâncias de paragem, a velocidades elevadas,
são enormes:

- a 80 km/h: entre 58 e 75 metros;

- a 100 km/h: entre 82 e 105 metros;

- a 120 km/h: entre 111 e 138 metros;

- a 140 km/h: entre 143 e 174 metros;

- a 160 km/h: entre 179 e 215 metros;

- a 180 km/h: entre 219 e 259 metros.

[tudo isto com piso seco e em boas condições de aderência, e sem ter em conta situações que retardam o tempo de reacção]

Isto traduzido em tempo, significa que:

- se conduzir a 80 km/h, levará, na melhor das hipóteses, entre 5,5 e 6,5 segundos até conseguir parar o carro;

- se conduzir a 100 km/h, o tempo de travagem é de entre 6,5 e 7,5 segundos;

- se conduzir a 120 km/h, o tempo de travagem é de entre 7,5 e 8,5 segundos;

- se conduzir a 140 km/h, o tempo de travagem é de entre 8,5 e 9,5 segundos;

- se conduzir a 160 km/h, o tempo de travagem é de entre 9,5 e 10,5 segundos;

- se conduzir a 180 km/h, precisará entre 10,5 e 11,5 segundos para parar o automóvel.

Agora tente imaginar um obstáculo a aparecer-lhe em plena faixa de rodagem...

Se a hipótese de um obstáculo lhe parece pouco provável, saiba que, na realidade, não é. As
estatísticas da sinistralidade nacional mostram que os obstáculos
imprevistos têm originado acidentes muito graves, com mortos e/ou
feridos graves. Objectos em plena faixa de rodagem (deixados
cair por um veículo de mercadorias, por exemplo) ocorrem, infelizmente,
vezes demais nas auto-estradas de Portugal. Outro obstáculo que pode
encontrar é um veículo que acabou de ter um acidente.

E mais frequentes são os casos de atravessamento de animais, que constituem uma causa muito comum de despiste em auto-estrada.






Muitos condutores alegam que nesses casos a culpa é da concessionária da
auto-estrada, que não mantém em perfeito estado as vedações, por onde os
animais entram. Mas, sinceramente, serve-lhe de muito consolo, depois
de morrer, de ficar cego ou de ser atirado para uma cadeira de rodas, o
facto de a culpa da presença inesperada do animal ter sido da
concessionária? Por outro lado, há animais que entram pelas entradas /
saídas das auto-estradas, que não estão, por razões óbvias, vedadas. Por
fim, há acidentes graves que ocorrem com aves de grande porte (por
exemplo, aves feridas no asfalto).

Há alguns anos, foi divulgado que só numa das auto-estradas nacionais acontecia, em média, um acidente por dia em consequência do atravessamento da via por animais. Só isto devia
ser o suficiente para nos fazer reflectir sobre a velocidade a que
circulamos nas auto-estradas…




8 - ERRO

Ninguém é infalível.
[Segundo parece, os seres humanos erram]
Não há ninguém que se possa gabar de nunca ter cometido um erro durante a condução de veículos automóveis. Em auto-estrada, circulando a velocidades elevadas, um pequeno erro pode bastar para causar um grande acidente.

É verdade: naquele momento pensamos sempre que não há especial perigo por estarmos a exceder a velocidade, que somos capazes de dominar a situação. Mas é puramente irracional.



9 - A MÁQUINA

Também as máquinas não são infalíveis. É, no mínimo, espantoso que os
condutores confiem quase cegamente nas suas viaturas. As máquinas não
são perfeitas, têm falhas, os materiais desgastam-se e as avarias
acontecem de um momento para o outro, sem aviso prévio. Não é possível
confiar cegamente nem mesmo em viaturas novas em folha: nos últimos anos
têm-se multiplicado os casos de defeitos de fabrico.

Saiba, por exemplo, que uma causa comum de despiste com capotamento na auto-estrada
é o simples rebentamento de um pneu. A uma velocidade mais elevada, é
quase certo que não conseguirá controlar a sua viatura.


10 – SINISTRALIDADE

Há muitos acidentes nas auto-estradas portuguesas. E essa é mais uma FORTÍSSIMA RAZÃO para não se exceder a velocidade.

Como se disse na introdução deste artigo, a sinistralidade com vítimas nas nossas auto-estradas tem crescido nos últimos anos e continua a crescer.
Por mais que se tente convencer do contrário, não é muito improvável
ser envolvido num acidente enquanto conduz na auto-estrada.

Aqui chegados, e para evitar repetições inúteis, é altura de falarmos sobre a distância de segurança:




Conduzir, em auto-estrada, a uma velocidade elevada, “em cima” do veículo da frente é uma conduta verdadeiramente criminosa.

Ao circular na auto-estrada, o condutor tem de manter, entre o seu veículo
e o veículo que vai à sua frente a distância suficiente para evitar a
ocorrência de um acidente em caso de súbita paragem ou diminuição de velocidade por parte deste último.

Do próprio nome (“distância de segurança”) decorre que, a não ser respeitada essa distância, se está a praticar uma condução perigosa.

A distância de segurança depende, sobretudo, da velocidade. Quanto mais
elevada for a velocidade, maior terá de ser essa distância. Como
nas auto-estradas se praticam normalmente velocidades mais elevadas, as
distâncias mínimas de segurança a observar são, naturalmente, maiores.

Nas auto-estradas portuguesas, muito esporadicamente surgem umas marcas amarelas no pavimento.







O condutor deverá guardar para o veículo da frente uma distância mínima
correspondente a duas marcas. Mas como esta informação só está presente
em poucos locais, muitos condutores pensam que só nesses locais é que
seria obrigatório guardar uma tal distância. A ideia é outra: é a de que
os condutores fiquem com uma ideia da distância que precisam de guardar
em qualquer ponto de uma auto-estrada. Ninguém pode, aliás, invocar
ignorância relativamente à necessidade de respeitar a distância de
segurança.

As auto-estradas francesas têm um sistema muito bom
que permite a qualquer condutor, em qualquer momento, verificar se está a
guardar a distância mínima de segurança relativamente ao veículo da
frente:




Em vez de uma linha contínua a separar a faixa de rodagem da berma, as
auto-estradas francesas têm traços descontínuos. A título indicativo, os
condutores devem sempre manter uma distância de segurança
correspondente a dois desses traços, quando conduzam à velocidade máxima
permitida.

Na falta dessa ajuda, contar a distância "em
segundos" pode ser um bom auxiliar: se circular à velocidade de 120
km/h, nunca circule a menos de dois a três segundos do veículo da frente
[conte o tempo depois de o veículo da frente passar por um ponto de
referência].

Eis alguns exemplos de distâncias mínimas de segurança, pressupondo que ambos os veículos circulam sensivelmente à mesma velocidade:

- a 80 km/h: 44 metros
- a 100 km/h: 56 metros
- a 120 km/h: 67 metros
- a 140 km/h: 78 metros
- a 160 km/h: 89 metros

[Tenha em conta que muitas vezes nem estas distâncias são suficientes: elas pressupõem que o seu tempo de reacção não será superior a dois segundos]





Gráfico da Prevenção Rodoviária Portuguesa





Basta conduzirmos um pouco em qualquer auto-estrada portuguesa para
constatarmos que estas distâncias são desrespeitadas a toda a hora.



A atitude de conduzir “colado” ao veículo da frente é, a todos os títulos, incompreensível.

Por muito bons reflexos que as pessoas julguem que têm, nunca conseguirão
eliminar o “tempo de reacção”, isto é, o período de tempo que decorre
entre o momento em que nos apercebemos do perigo e o momento em que
tomamos medidas para o evitar (colocar o pé no travão, desviar o
veículo, etc.), e que vai de um a dois segundos (ou, com cansaço ou
desatenção, mais ainda). Se conduzirmos quase em cima do veículo
da frente e este tiver necessidade de fazer uma travagem a fundo, é
fácil adivinhar que o acidente é inevitável…
[se conduzirmos a 120 km/h, o veículo avança, no mínimo, entre 40 e 67 metros só até conseguirmos pôr o pé no travão…]

No que respeita à velocidade, concluímos atrás que é irracional o condutor confiar em que não vai cometer nenhum erro e confiar cegamente na máquina que conduz.

No caso da distância de segurança, é “mais irracional” ainda, porque nesse caso o condutor está também a confiar cegamente no veículo da frente e no seu condutor – embora ele
não conheça esse condutor de lado nenhum, nem saiba em que condições
está o veículo da frente!

O condutor do veículo da
frente pode estar a conduzir embriagado (o que é infelizmente frequente
em Portugal). Pode ser daqueles a qu em nunca devia ter sido concedida
licença para conduzir. Pode ter tirado a carta na véspera e ser muito
inexperiente. Pode nem sequer ter carta de condução (o que também não é
raro...).

Esse condutor pode estar distraído a pensar na vida, a
falar ao telemóvel, a ver o ecrã do GPS ou a mexer no rádio e de
repente despistar-se.
[Os números são impressionantes: um em cada cinco condutores portugueses admite que já teve um acidente rodoviário devido a uma pequena distracção]

Esse condutor pode estar cheio de sono e prestes a fechar os olhos. Ou pode
estar de tal modo cansado que a sua capacidade de reacção se encontra
consideravelmente diminuída.

O veículo da frente pode não ter manutenção há anos. A pressão dos pneus pode não ser verificada há
séculos. Os pneus podem estar carecas ou em tal mau estado que um deles
esteja prestes a rebentar, provocando, como também é frequente nas
nossas auto-estradas, um despiste por esse motivo.
[Já pensou na quantidade de veículos estacionados em cima dos passeios, diariamente, pelo país fora? E que subir e descer passeios vai danificando os pneus?...]

Ou, simplesmente, o condutor do veículo da frente pode aperceber-se de
repente de um obstáculo (como um animal ou um carro sinistrado) e ter de travar a fundo.

Por outro lado, conduzir colado ao veículo da frente é algo que muitas vezes causa grande
irritação, nervosismo e stress ao condutor desse veículo. Constitui, por
isso, uma péssima "estratégia" (uma estratégia suicida!): o nosso maior
interesse é que o condutor do veículo da frente esteja concentrado,
atento e que não cometa erros…

Mas conduzir colado ao veículo da frente não é apenas um comportamento suicida: é um comportamento assassino. Põe em causa a vida e a integridade física dos outros.


Podemos, é claro, tapar os olhos a isto tudo, escamotear a realidade e
continuarmos a conduzir à velocidade a que nos apetece e/ou colados ao
veículo da frente, pensando que não é perigoso - mas vamos continuar a
enganarmos a nós próprios. Até ao dia em que é a nós que acontece…



Sugestão: para evitar “pressas”, habitue-se a calcular antecipadamente o tempo
que vai demorar a sua viagem. Pensar que se a viagem for de 240 km se
demora duas horas é um grande erro - é preciso contar: com o tempo que
se demora a chegar ao carro e a sair com ele, com o tempo que se demora
até entrar na auto-estrada e, no fim, desde a saída da auto-estrada até
chegar ao destino; que se não excedermos a velocidade máxima, a nossa
média em plena auto-estrada nunca será, por regra, superior a 100 km/h;
que se deve incluir sempre o tempo de paragem (o que ainda fará baixar
essa média); que se deve contar com obras ou outros constrangimentos de
tráfego; etc.

Pode consultar alguns estudos sobre os efeitos da velocidade na segurança rodoviária no sítio da Velocidade da Prevenção Rodoviária Portuguesa.

Fonte: www.brigadatransito.comwww.brigadatransito.com[i]

________________________________________
Não sei assinar....!!! atasca_charro

Spritmonitor.de

.

k u p
Motard
Motard


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lim%C3%A3o

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por Manhita em Sex 05 Nov 2010, 13:46

Ainda não li até ao fim, mas este excerto é do mais ridículo que já li nos ultimos anos:

"Quanto aos condutores que afirmam não poder conduzir a menos de 120 km/h por "ficarem com sono", manifestamente não têm aptidão para conduzir em auto-estrada. Confirmando-se essa falta de aptidão, a única solução é ser-lhes judicialmente retirada a carta de condução."

Existe uma grande diferença na percepção de condução consoante a máquina que se dirige.
Aproveitando os exemplos anteriores, realmente deve ser a mesma sensação conduzir a 120 kms/h um Fiat Uno ou um Ferrari Enzo.
Admito que em AE, seja de carro ou de mota, a minha velocidade de cruzeiro oscila entre os 140 e os 160 kms/h (desde que tenha condições para tal).
Quem escreveu este excerto esqueceu-se da monotonia que a condução em AE provoca, sendo que em mais baixas velocidades a mesma é mais acentuada.
Monotonia causa tédio, e o tédio provoca sonolência.

Existe uma situação que nunca foi dada a devida atenção, ou seja, a baixa velocidade, a tendência é para uma menor atenção ao que se passa durante a viagem na estrada, nem que seja pela sintonização do rádio, a escolha do cd ou música do mp3, o fumar o cigarro, comer qualquer coisa, ou até mesmo a conversa com quem viaja na mesma viatura.
Existe um "conforto mental" de que a baixa velocidade não se coloca em risco de acidente, e isso por vezes é fatal, pois infelizmente, muitos condutores pensam que só eles é que circulam das estradas e fruto da ideia que estão dentro da lei, podem fazer quase o que lhes apetece.
O mais flagrante é a mudança de faixa praticamente sem olhar ao espelhos, valendo-se da afirmação "eu fiz pisca", como se tal as inibisse.
E muitas vezes esse pisca é ligado somente na execução da manobra...
Não quero com isto apelar para o excesso de velocidade, mas a lei actual não está adequada aos parâmetros actuais (viaturas/estradas) em muitas situações.

Regra geral preocupo-me com o excesso de velocidade, porque não quero ser mais um a alimentar a conta gorda de quem pratica a "caça à multa".
Mas sem dúvida que me preocupo muito, mas muito mais, em não circular em velocidade excessiva, pois essa para mim sem dúvida é a razão da maioria dos acidentes que envolvem o tema "velocidade" (posso circular em velocidade excessiva dentro dos limites impostos por lei).

________________________________________
Sem mota, mas com possibilidades em estudo, o que será que virá aí?.....

Manhita
Motard
Motard


http://www.clubevfrportugal.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por k u p em Sex 05 Nov 2010, 18:19

Manhita escreveu:Ainda não li até ao fim, mas este excerto é do mais ridículo que já li nos últimos anos:

Não compreendo a tua indignação....??!?!? !


Manhita escreveu:Existe uma grande diferença na percepção de condução consoante a máquina que se dirige.
Aproveitando os exemplos anteriores, realmente deve ser a mesma sensação conduzir a 120 kms/h um Fiat Uno ou um Ferrari Enzo.

Ninguém falou em sensação... foi sim dado o exemplo para os tempos de travagem... Ora se o Ferrari vai a mais velocidade e se pesa mais é natural que demore mais tempo a travar... Tem lógica..!!

Mais, grande parte dos acidentes em AE até são com grandes bombas......!!! Porque será??




Manhita escreveu:Admito que em AE, seja de carro ou de mota, a minha velocidade de cruzeiro oscila entre os 140 e os 160 kms/h (desde que tenha condições para tal).


Mesmo com a AE deserta, acredito que a essa velocidade um buraco ou uma lomba (não sinalizada) ou whatever poderá mandar-te ao chão...... e quanto menor for a velocidade, menor é a probabilidade de acidentes ocorrerem... é isso que o artigo quer fazer passar....
Manhita, não me interpretes mal...Não te estou a censurar porque faço o mesmo, estou apenas a criticar a forma depreciativa como criticas-te artigo...!!!



Manhita escreveu:Quem escreveu este excerto esqueceu-se da monotonia que a condução em AE provoca, sendo que em mais baixas velocidades a mesma é mais acentuada.
Monotonia causa tédio, e o tédio provoca sonolência.


A opção é aumentar a velocidade??



---------

1º Falas mal, depois vais ao encontro daquilo que o texto diz....scratch

Eu achei o artigo porreiro, porque muitas vezes fala-se apenas do excesso de velocidade, quando o problema é a velocidade excessiva... Como aqui estão alguns exemplos pareceu-me interessante, alertar, vá pelo menos sensibilizar que não é preciso muito para o "azar" acontecer...!!




Manhita escreveu:Não quero com isto apelar para o excesso de velocidade, mas a lei actual não está adequada aos parâmetros actuais (viaturas/estradas) em muitas situações.


Discordo, a lei actual está adequada aos parâmetros, partindo do pressuposto que a estradas onde circulamos são uma miséria....!!!


Manhita escreveu:Regra geral preocupo-me com o excesso de velocidade, porque não quero ser mais um a alimentar a conta gorda de quem pratica a "caça à multa".
Mas sem dúvida que me preocupo muito, mas muito mais, em não circular em velocidade excessiva,


Tava a ver que hoje não concordava contigo.... hehe

________________________________________
Não sei assinar....!!! atasca_charro

Spritmonitor.de

.

k u p
Motard
Motard


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lim%C3%A3o

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por DUKE em Seg 08 Nov 2010, 16:11

Se me permitem "postar um bitáite", aqui vai...

Meus amigos, aqui, neste Limoeiro à beira mar plantado, somos, "antes de qualquer outra coisa", motociclistas. Por isso mesmo, sabemos que assim que nos sentamos nas nossas " meninas", tudo está contra nós! Tudo! Sejam os carris dos eléctricos; fogareiros FDP que têm um ódio de estimação aos motociclistas; ruas de calçada depois de uma valente chuvada; o "bacano" que vai entretido com o MP3 do seu Pó-Pó; o "fitipaldi" que pensa ser capaz de fazer a curva ao volante do seu BMW 320 i enquanto atende o seu telemóvel... Epá, temos tanto contra nós, que, se pensarmos bem "na coisa", muitas vezes damos por nós a perguntar: porque insisto eu em andar de moto? Numa palavra: paixão. Pura e simples. Se há condutor consciente de que a sua condução tem de ser a melhor possível, somos nós; se há condutor que tem de conhecer a sua "máquina", os seus limites estruturais e mecânicos, melhor que qualquer outra coisa, somos nós. Perdoem-me a modéstia, mas na estrada, não existe melhor condutor que um motociclista. Pelo seu estado de alerta permanente; pela leitura constante que faz do trânsito que o rodeia; pela sintonia em que está para com a máquina que conduz. Se estou certo? Possivelmente não, mas esta, é a minha humilde opinião. Ando de mota todos os dias, no meia da cidade, não só quando faz Sol, mas todos os dias. É pura paixão, e contra isso não há vacina nem nada a fazer. Se podia comprar carro? Claro, tenho carta de carro há 13 anos e sempre os conduzi, mas a Alma falou mais alto, e, se sou feliz em cima de uma mota, que seja. Mesmo nos dias mais cinzentos, naqueles em que a chuva parece pedradas de areão a baternos na cara, eu não consigo perder o sorriso que se me rasga face tal é o gosto de andar de mota, mesmo que actualmente apenas conduza uma 125cc! Velocidade excessiva; excesso de velocidade, tudo convenções do código da estrada, mas, na minha humilde opinião, nada tem haver com a realidade. Sim, eu sei que muitos de vocês me vão "cair em cima" depois desta frase, mas é o que sinto. Eu posso ter um acidente a 20 Km horários e ser considerado "velocidade excessiva", como posso, numa qualquer situação de "leitura do trânsito" aperceber-me de um "enlatado" que vai entretido com o sistema de som, e adivinhar que vai dar m*rda na curva. Sem dó nem piedade enrolo o punho e depareço dali pra fora a 130 km e estou-me perfeitamente a cagar para o excesso de velocidade. Nesse momento EU é que sei qual a melhor decisão a tomar.

Com grande poder, vem uma grande responsabilidade; com uma grande "cavalagem", todos nós sabemos a gigante responsabilidade que temos, literalmente, nas mãos.


Abraços
Duke

P.S. - Isto é tão somente a minha opinião. Nada tem haver com "códigos" ou gráficos científicos demostrativos das Leis da Física ou outras.

DUKE
A tirar a licença...
A tirar a licença...


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por ppdiniz em Seg 08 Nov 2010, 21:37

Pois é a velocidade excessiva, algo a que o pessoal raramente olha, e como o Duke disse e bem, pode dar um trapázio a 20 km\h pois ia velocidade excessiva face às condições daquele local aquela hora.

Como devem saber foram feitos testes a condutores de motociclos e de automóveis e os primeiros têm os cognitivos muito mais apurados, fruto de uma muito maior atenção a tudo o que o rodeia.

Claro que como em tudo é na prevenção que está o cerne da questão, ora se todos tivermos um pouco mais de ponderação quando conduzimos as nossas máquinas, sejam 2 ou 4 rodas, claro que menores são as probabilidades de acontecer um sinistro.

Resumindo e concluindo, o texto é de facto um pouco chato até para mim que tenho de lidar com o C.E. quase que diariamente, mas têm observações bastante pertinentes e que se as pusermos em prática a sinistralidade diminui de certeza.


ppdiniz
Moto-rato
Moto-rato


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por Manhita em Seg 08 Nov 2010, 23:51

k u p escreveu:
Manhita escreveu:Ainda não li até ao fim, mas este excerto é do mais ridículo que já li nos últimos anos:

Não compreendo a tua indignação....??!?!? !


A minha indignação está neste excerto, não no artigo.
O hipócrita que escreveu que quem não consegue conduzir a menos de 120 kms/h numa deveria ter judicialmente cassada a sua carta, com certeza tem "telhados de vidro", pois de certeza que ele NÃO é um cumpridor escrupuloso do que acabou de escrever.

k u p escreveu:
Manhita escreveu:Existe uma grande diferença na percepção de condução consoante a máquina que se dirige.
Aproveitando os exemplos anteriores, realmente deve ser a mesma sensação conduzir a 120 kms/h um Fiat Uno ou um Ferrari Enzo.

Ninguém falou em sensação... foi sim dado o exemplo para os tempos de travagem... Ora se o Ferrari vai a mais velocidade e se pesa mais é natural que demore mais tempo a travar... Tem lógica..!!

Mais, grande parte dos acidentes em AE até são com grandes bombas......!!! Porque será??



Por acaso gostaria de ver esse teste, pois tenho sérias dúvidas na veracidade desses factos.
Mas não está em causa aqui os tempos de travagem, mas sim a fadiga.
Com toda a certeza que a mesma será maior num Enzo que num Uno a 120 Kms/h, pois calculo que o tédio que se vai sentir no Enzo vai ser enorme.
Há muitos anos atrás tive o prazer de conduzir um 355 (que tinha alugado na altura) e a 120 numa AE é..........mais que secante, então imagino num Enzo.... Suspect

k u p escreveu:
Manhita escreveu:Admito que em AE, seja de carro ou de mota, a minha velocidade de cruzeiro oscila entre os 140 e os 160 kms/h (desde que tenha condições para tal).


Mesmo com a AE deserta, acredito que a essa velocidade um buraco ou uma lomba (não sinalizada) ou whatever poderá mandar-te ao chão...... e quanto menor for a velocidade, menor é a probabilidade de acidentes ocorrerem... é isso que o artigo quer fazer passar....
Manhita, não me interpretes mal...Não te estou a censurar porque faço o mesmo, estou apenas a criticar a forma depreciativa como criticas-te artigo...!!!



Um buraco ou lomba em AE não acredito muito, até porque nunca vi, mas se me falares de um animal, onde já me aconteceu, é o suficiente para acontecer um acidente.
Não estou a depreciar o artigo, só o considero um pouco desfasado da realidade em alguns aspectos, para não o considerar dúbio.

k u p escreveu:
Manhita escreveu:Quem escreveu este excerto esqueceu-se da monotonia que a condução em AE provoca, sendo que em mais baixas velocidades a mesma é mais acentuada.
Monotonia causa tédio, e o tédio provoca sonolência.


A opção é aumentar a velocidade??



---------

1º Falas mal, depois vais ao encontro daquilo que o texto diz....scratch

Eu achei o artigo porreiro, porque muitas vezes fala-se apenas do excesso de velocidade, quando o problema é a velocidade excessiva... Como aqui estão alguns exemplos pareceu-me interessante, alertar, vá pelo menos sensibilizar que não é preciso muito para o "azar" acontecer...!!



Não digo para aumentar a velocidade, mas falo por mim que a partir de uma certa velocidade fico com todos os meus sentidos hiperalertados.
Todos nós temos uma velocidade ideal no nosso subconsciente, o meu já o admiti que varia normalmente entre os 140 e 160, mas nem todas as pessoas são iguais.
Há quem se sinta mais confortável a uma velocidade mais reduzida, ou então a uma mais elevada (que não condeno dependendo da estrada, neste caso AE, e da máquina que conduz).
Sinceramente, quem quiser andar em AE a 80 ou 90, seguramente que recomendo que vá em nacionais.

k u p escreveu:
Manhita escreveu:Não quero com isto apelar para o excesso de velocidade, mas a lei actual não está adequada aos parâmetros actuais (viaturas/estradas) em muitas situações.


Discordo, a lei actual está adequada aos parâmetros, partindo do pressuposto que a estradas onde circulamos são uma miséria....!!!


Não na íntegra, e não neste caso que estamos a falar especificamente de AE´s.
Tens troços de AE´s ( Falo por exemplo na A6), que se tivesses o limite a 140 ou 150 não seria nada de transcendente.
Sou seguramente mais a favor de serem criados limites conforme as estradas, e não por uma tabela geral como se aplica actualmente.
O melhor exemplo que encontro é o praticado na Alemanha, e a coisa resulta muito bem por lá.

k u p escreveu:
Manhita escreveu:Regra geral preocupo-me com o excesso de velocidade, porque não quero ser mais um a alimentar a conta gorda de quem pratica a "caça à multa".
Mas sem dúvida que me preocupo muito, mas muito mais, em não circular em velocidade excessiva,


Tava a ver que hoje não concordava contigo.... hehe


Hehehe, mais nada... rir

________________________________________
Sem mota, mas com possibilidades em estudo, o que será que virá aí?.....

Manhita
Motard
Motard


http://www.clubevfrportugal.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por k u p em Ter 09 Nov 2010, 11:05

Manhita escreveu:
k u p escreveu:
Manhita escreveu:Ainda não li até ao fim, mas este excerto é do mais ridículo que já li nos últimos anos:

Não compreendo a tua indignação....??!?!? !


A minha indignação está neste excerto, não no artigo.
O hipócrita que escreveu que quem não consegue conduzir a menos de 120 kms/h numa deveria ter judicialmente cassada a sua carta, com certeza tem "telhados de vidro", pois de certeza que ele NÃO é um cumpridor escrupuloso do que acabou de escrever.



Não achei a afirmação descabida.... Mas também apenas analisei a medida sugerida e não a moral de quem a proferiu...!!!

________________________________________
Não sei assinar....!!! atasca_charro

Spritmonitor.de

.

k u p
Motard
Motard


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lim%C3%A3o

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por DUKE em Ter 09 Nov 2010, 12:24

Na minha opinião, todas estes "limites" não passam de argumentos fracos que, de uma maneira muito débil, tentam inibir os acidentes perecíveis de acontecer a qualquer Ser Humano que conduz todos os dias; não são mais que um "penso rápido" na ferida gangrenosa que é a SINISTRALIDADE. A resposta não passa, nem pode passar por, pura e simplesmente, impôr Limites de Velocidade, isso, não só relativiza a gravidade do problema, como apenas serve dois propósitos: diminuir os Custos e aumentar as Receitas dos Cofres do Estado. É preciso perceber, antes de mais, o sentido prático de toda esta teoria e de que maneira influencia um condutor consciente, dotado de educação e bom-senso.

Em que explicação teórica se enquadra uma pessoa que nem a pé sabe andar? Quando se atiram para cima das passadeiras e, um condutor consciente que conduz com "mil" olhos dentro dos limites de velocidade (35 Km ex.), lhe bate com o carro porque não conseguiu reagir nos 3 milésimos de segundo que tinha ao seu dispôr???

Quando ando na estrada, (AE ou não), hà partida já sei que na viagem vou encontrar: condutores que deliberadamente me querem matar (os FDP); os que, sem saberem, colocam a minha vida em risco (os otários e os maçaricos) e os civilizados (Ser Humano dotado de Bom-Senso de "série").

Teorias; regras limites e proibuições... aquilo lá fora é uma selva amigos, cheia de animais selvagens de todas as raças e, como tal, é um estado permanente de sobrevivência pura e dura.

Obrigado KUP por este post. É de facto um tópico de suma importância para todos aqueles que gostam de conduzir. Só é pena que o cabrão que me ia matando hoje de manhã não esteja aqui comigo a debater sobre estes assuntos e, para lhe explicar que: mesmo a 30 Km se pode matar alguém, basta para isso ser-se um GRANDESSÍSSIMO FILHO DA P*TA. Requisito que esse merd*so preenchia na totalidade.

ABRAÇOS à Limonada, "olho vivo e pé ligeiro" amigos
Duke

DUKE
A tirar a licença...
A tirar a licença...


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por k u p em Ter 09 Nov 2010, 15:10

Obviamente que o tópico tem pontos mais interessantes e outros menos interessantes.... Tem alguma teoria que é sempre interessante, para depois tentar (pelo menos), pratica-la.....
Óbvio também que traz algumas questões pertinentes, por também o postei por isso.... rir
Óbvio também que na prática tudo muda...
Óbvio que qualquer um de nós, cheio de bom-senso de "serie" pode causar um acidente involuntariamente.... seja lá pelo excesso ou pela excessiva...!!!

No fundo.... somos falíveis, e nem sempre temos consciência disso nem sempre temos a situação "controlada", apenas e só..!!


________________________________________
Não sei assinar....!!! atasca_charro

Spritmonitor.de

.

k u p
Motard
Motard


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lim%C3%A3o

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por Death-Angel em Qua 10 Nov 2010, 00:24

Sabem o maior concelho que tenho a dar a todos (inclusivé a mim próprio) que não consta nisso e (na minha úmilde ópniõ) CIVISMO.

Na minha opinião a maior causa de acidentes é a falta de civismo...

Death-Angel
Moto-rato
Moto-rato


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por k u p em Qua 10 Nov 2010, 10:01

Na minha opinião é a velocidade excessiva...!!!



________________________________________
Não sei assinar....!!! atasca_charro

Spritmonitor.de

.

k u p
Motard
Motard


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lim%C3%A3o

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por DUKE em Qua 10 Nov 2010, 10:24

A "velocidade excessiva" não existe por si só, é consequência de uma acção.

É o descernimento do próprio condutor o causador de todos os "excessos", portanto, na minha opinião: CIVISMO e SENSO COMUM. Sem estes dois factores bem presentes na atitude do condutor, bem que podem impôr limites de velocidade de 30 Km/h!!!

Abraços aos Limôes
Duke

DUKE
A tirar a licença...
A tirar a licença...


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Sete Pecados Mortais da Condução em AE

Mensagem por Death-Angel em Qua 10 Nov 2010, 10:28

DUKE escreveu:A "velocidade excessiva" não existe por si só, é consequência de uma acção.

É o descernimento do próprio condutor o causador de todos os "excessos", portanto, na minha opinião: CIVISMO e SENSO COMUM. Sem estes dois factores bem presentes na atitude do condutor, bem que podem impôr limites de velocidade de 30 Km/h!!!

Abraços aos Limôes
Duke


Bem faladu Razz eheh

Death-Angel
Moto-rato
Moto-rato


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum